<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7590445173633315357</id><updated>2011-04-21T13:04:06.470-07:00</updated><title type='text'>obras</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://veramota2008obras.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7590445173633315357/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://veramota2008obras.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Vera Mota</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7590445173633315357.post-2029467347801062979</id><published>2008-11-08T05:02:00.000-08:00</published><updated>2008-11-08T05:05:07.838-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É num terreno acidentado que os trabalhos aqui apresentados se situam, denunciando a implicação de um corpo, cuja presença nos é revelada apenas por indícios ou retratos incompletos, traços imprecisos e ambíguos. Fala-se de um corpo ausente, indiferente, de um corpo plano, de um fantasma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na série de fotografias (Screen), através de um movimento de aproximação, e numa fria economia de meios, o aspecto familiar do corpo aparece desconstruído. A ampliação de um pormenor do rosto produz um efeito de estranheza que dificulta o reconhecimento. A sensação de desconforto acentua-se quando o fragmento é adivinhado num retrato e associado a um olhar que nunca estará presente. No fundo, parecemos estar perante um lugar desconhecido e inabitado, um olhar opaco que rompe na nossa direcção, como que partindo de um ponto de fuga longínquo sem nunca se apresentar na superfície sedutora dos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vídeo que apresento (Stillness) surge como resultado de uma tentativa de anular a presença do corpo que, ao assumir as qualidades da coisa, procura tornar-se naquilo que imita. Quase parado, mas sem conseguir evitar as pequenas oscilações, o sujeito combate e reforça simultaneamente essa impossibilidade.&lt;br /&gt;Aqui, a imobilidade como possibilidade de eliminar as fronteiras que separam o corpo do que o rodeia, conferindo-lhe as qualidades de um objecto inanimado, é contrariada por deslocações e movimentos incessantes, através dos quais se cumpre uma mudança contínua, ainda que imperceptível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos fotogramas amachucados o corpo não aparece, a sua participação é indiciada pelas marcas deixadas no papel, vestígios de gestos repetidos de forma mecânica, mas cujo resultado será sempre único e infinitamente variável.&lt;br /&gt;Falar de performance é quase sempre falar dos registos mediante os quais tomamos conhecimento das mesmas. Aqui pretendo fazer coincidir, no mesmo objecto, acção e fotografia. Nestes trabalhos a acção e seu próprio registo encontram-se num só ponto, no momento único em que a luz incorpora e inscreve o gesto; nada acontece fora, o movimento adquire as propriedades fotossensíveis e faz-se ele mesmo fotografia. A margem de erro entre a o acto performativo e seu congelamento é aqui reduzida ao limite de um erro único pautado pela decisão racional do gesto e o carácter imprevisível do resultado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7590445173633315357-2029467347801062979?l=veramota2008obras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://veramota2008obras.blogspot.com/feeds/2029467347801062979/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7590445173633315357&amp;postID=2029467347801062979' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7590445173633315357/posts/default/2029467347801062979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7590445173633315357/posts/default/2029467347801062979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://veramota2008obras.blogspot.com/2008/11/num-terreno-acidentado-que-os-trabalhos.html' title=''/><author><name>Vera Mota</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
